OS LUSOS


Os Lusos, povo com uma energia muito própria e milenar, poderão ter um papel muito importante na elevação das consciências do Planeta. Eles que em tempos já distantes, foram por mares nunca dantes navegados, os primeiros a mostrar novos mundos ao Mundo e a aceitar que a sua intuição os guiasse.

Agora, tal como então, os Lusos terão de aceitar o seu destino de povo destemido e corajoso, e libertarem-se do que os sufoca há séculos e que é o fatalismo miserabilista, o pessimismo crónico e a ideia errada de que sendo poucos, também pouca será a vossa contribuição.

Tomai consciência das vossas múltiplas dimensões e não temais.

A vossa epopeia é agora para o interior de cada Ser deste Planeta, tal como em tempos foi para oriente. Reparai como deste então vos ficou enraizada a vossa missão de outrora, que mesmo agora quando alguém se perde no seu rumo vós continuais a dizer que “está desorientado”, que é o mesmo que dizer “perdeu o oriente”. Será que estais dispostos a aceitar o desafio e mudar de tal forma que quando observardes que alguém que se afasta de Pai/Mãe, do seu interior e da LUZ, vós ireis a dizer que “está desinteriorizado” ou simplesmente “desligado da sua Luz”?

Então de que estais à espera?

Já repastes no Ser Sublime de Luz que és?

Quando começares a saber que tudo é possível e que o Universo está a conspirar de maneira incansável para te ajudar e que afinal és o dono e senhor do teu destino. Então, a tua vida poderá sofrer alterações tão fantásticas que dariam um filme cheio de efeitos especiais.

Agora pensemos por uns momentos...

E se tivesses o poder ilimitado e infinito?
E se tivesses o poder absoluto sobre tudo?
E se a eternidade fosse um mar de aventuras, de descobertas de novos amigos, de sentimentos, de conhecimentos, de amor e abundância?

E se mesmo assim, neste contexto magnífico e deslumbrante, num imenso campo de inúmeras possibilidades, se caísses e te magoasses a ponto de sentires dor... dor imensa...

Faria algum sentido odiares-te, desistires de viver os teus sonhos e desejos? Irias esquecer-te do teu poder ilimitado e infinito?

Assim é a Alma Lusa. Assim, és tu.

Vamos acorda. De que estais á espera Lusos de magníficos descobridores. Embarcai agora na viagem ao interior da vossa humanidade para que possais iluminar a Humanidade inteira.

Este é o vosso desígnio. Esta é a vossa nova epopeia.

Ide e descubram o AMOR. Naveguem no oceano imenso de AMOR Divino que a todos nos Une e dêem testemunho dos vossos novos descobrimentos ao Mundo inteiro. Assim, se erguerá o novo homem e a nova GAIA.

Fiquem bem...

(A Mónada)

Unificação da Alma Portuguesa


Em cada amanhecer
Do teu Interno
Tanto Sentimento
Ainda permanece
Adormecido…

O tempo passa
E tu ainda esqueces
Que já vives
Noutra Consciência.

Desperta o teu
Coração Bendito
E a tua Alma
Renascerá para
O AMOR Universal.

Tu que em ti
Transportas a Pureza
Da Alma portuguesa,
Não permitas
Que muitos sem sentirem
A voz do Coração,
Deixem sair da boca
Palavras que não expressam
A realidade do Ser português.

E então questionam
Num vazio de ideais,
Porque nasci português?
Neste país derrotado!
À mercê do FADO
Que o caracteriza!

Será isto a Verdade?
Em cada um,
Está a Vitória ou a Derrota
Depende da forma
Como Tu dedilhas
A tua Amada Guitarra,
Compondo sons frenéticos da Derrota
Ou a Melodia Sublime da Vitória!

A opção é tua!
Mas escuta-me com atenção!
Não foi por acaso
Que nasceste português,
Tens a teu cargo
O objectivo Primeiro
De expandir a Luz ao Mundo,
No serviço que aceitaste cumprir
No Caminho da Ascensão.

Porque esperas então?
Recupera em ti
A Honra de seres português,
Não te Iludas porque é em Ti
E através de Ti
Na irradiação do Teu AMOR
Que se cumprirá Portugal
No Caminho da Glória
De Deus Pai/Mãe
Na Unificação da Alma Portuguesa.



Que assim seja e assim será porque é esta a vontade Amorosa do Espírito.

Fiquem na minha Paz

MARLIZ

O Mito do Encoberto


"O mito do Encoberto em Portugal conta-se em poucas palavras. Durante a batalha derradeira, em Alcácer-Quibir, D. Sebastião morre sem deixar cadáver atrás de si e, em novo corpo, mora agora numa ilha bem-aventurada donde regressará numa manhã de nevoeiro para ressuscitar o seu povo que é o seu exército, o que foi derrotado e o que somos nós todos sempre que confiamos na estrela sobrenatural da filosofia.

O mito tem quatro momentos: a batalha, a ressurreição do Rei que é para nós o seu desaparecimento, a ilha que foi habitar e o seu regresso numa manhã de nevoeiro. Meditemos cada um destes momentos sem os degradarmos ao nível da história. Cumpriremos assim um dos principais preceitos aristotélicos da Poética. Fazendo-o, ergueremos a história, quando for caso disso, à altura da poesia.

 
A BATALHA
 
O nome de Sebastião é, como todos os nomes aziagos, isto é, como todos os nomes com sestro, portador de glória conseguida com desgraça. Quem o baptizou ou ignorava certamente o preceito antigo de que o nome de Sebastião não deve ser dado aos reis, talvez porque signifique o que só pode ser dito de Deus. Deriva de sébas, palavra grega que envolve as ideias de veneração e de terror religioso.

A preparação da batalha foi longa e meticulosa. Ninguém deve defrontar a morte e a imortalidade que vem no seu seio sem uma longa preparação que, tanto para o guerreiro como para o filósofo, que é uma outra espécie de guerreiro, se faz harmonizando a teoria com a prática no próximo e no distante. Depois, “tudo o mais é com Deus”. No fragor da batalha, foi a voz de um anjo que se ouviu mandando parar, quando, senão se parasse, ela estaria ganha. Não importa que o anjo tenha gritado pela boca de um espanhol ou de um traidor. D. Sebastião, ao ver tudo perdido, ao ver o exército deter-se e recuar, continuou a avançar em espírito. Mas já o seu corpo estava repassado de espanto e encobriu-se na nuvem.

 
A ILHA
 
Como disse aqui ontem o Orlando Vitorino, os Descobrimentos não tiveram por fim a conquista das rotas comerciais, a não ser que nelas vejamos etimologicamente as rodas de Mercúrio, daquele Mercúrio que é, segundo Camões, o Espírito Santo revelando-se a Vasco da Gama. O fim dos Descobrimentos foi, na verdade, o inesperado encontro com a Ilha dos Amores. É essa mesma Ilha aquela onde reside o Rei.

Numa das notas escritas por Fernando Pessoa sobre o sebastianismo, o poeta impõe a si próprio o seguinte: “É preciso ver o que significa a Ilha”. Aprendemos da Escola: “Ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados”. Na terminologia dos filósofos uma ilha é um absoluto, o ab-soluto ou então, recordando Leibnitz e Leonardo Coimbra que o segue, uma mónada representativa do Universo. Um ponto de vista que tem, em relação aos pontos de vista a partir dos quais abrangemos um panorama, esta importantíssima diferença: a de o objecto da visão ser produzido pelo próprio ponto que o apreende. Uma estrela é uma ilha cercada de todos os lados pelo infinito, mas é a sua luz que cria a visibilidade.


A mónada é propriamente o indivisível, isto é, o indivíduo, quando o compreendemos pela imagem da ilha, não este ser inquieto e dividido, não este egoísmo que somos, este pedaço onde se quebra o tempo. Eis o sentido em que a mónada é a mónada sem lugar nem tempo. Cada um de nós a é na sua altitude profunda e por isso Fernando Pessoa pôde pensar que D. Sebastião regressou à terra dos «egoismos» em 1888, data do nascimento do poeta.

O mundo encoberto, presente por toda a parte como uma ilha que pode surgir inesperadamente em qualquer ponto do percurso da nossa navegação, não é o mundo vazio de vida dos nossos pobres conceitos. Swedenborg viu-o como uma terra em que os vivos, que são os nossos mortos ou de que nós somos a imagem morta, nascem, casam-se, viajam, amam e até têm os seus Cafés onde se encontram formando tertúlias de pensamento. “Os Anjos também investigam”, escreveu Leibnitz.

Cada um de nós ao morrer encontra do lado de dentro aquilo que se foi formando no seu subconsciente por dejecto, no seu supraconsciente por assunção. Levamos connosco o nosso Inferno e o nosso Paraíso. Só os heróis têm a revelação da Ilha com os seus três outeiros, as suas aves, as suas flores e as suas águas onde o Amor abre o acesso ao Paraíso, onde a mónada se conhece enquanto mónada na forma de “um globo diáfano e profundo”.

 
O ENCOBERTO
 
O contrário de encobrir é descobrir, mas é no descobrimento que nasce o encoberto, os Descobrimentos precedem e preparam a ocultação do Rei.

 
Encoberto sugere esotérico. Hoje, é corrente falar-se de «esoterismo» como sinónimo de «ocultismo», depois que Éliphas Levi escreveu pela primeira vez esta palavra. Por este caminho, até a confusão de esoterismo com satanismo é possível dentro da conhecida homologação de ciências ocultas com ciências malditas. A verdade, porém, é que o «ocultismo», na sua acepção vulgar, nem sequer chega aos calcanhares do «exoterismo».

Esotérico é um relativo. Relativo a exotérico, segundo a quarta categoria indicada por Aristóteles. Não é um substantivo (primeira categoria), mas um comparativo, o que sabe muito bem quem conhece um mínimo de grego. Teros é desinência do comparativo.

Esotérico significa, por conseguinte, “mais dentro” e não digo “mais interior” porque a terminação -ior é desinência do comparativo latino. Interior significa propriamente “mais dentro” e essa palavra sim é que é sinónima de esotérico. Exotérico é o mesmo que “mais fora”. Como é que foi possível opor exotérico a esotérico, quando, pelo contrário, um não pode existir sem o outro?

O que fica dito não constitui apenas uma distinção linguística. Repare-se só no seguinte para avaliar a importância da distinção: quem combate o esoterismo cristão por isso mesmo combate o cristianismo ali como ele nos aparece, por exemplo na Religião Católica, como um sistema exotérico.

Se admitirmos com Álvaro Ribeiro que não há filosofia sem teologia, ficamos a saber que o «meio» ou, como dizia Hegel, o «éter» da filosofia está na relação do esotérico com o exotérico.

A filosofia é a vida do pensamento como fenómeno da luz. A inteligência é o meio onde a luz se torna consciente de si e é a esse movimento que José Marinho chama “a descoberta da subjectividade”. A inteligência é, porém, um fenómeno universal que toma progressivamente consciência de si do exotérico para o esotérico e daí que a descoberta da subjectividade venha a ser o caminho, sempre percorrido jamais percorrido, para a perfeita objectividade que só é a forma como Deus pensa o mundo que criou. Objetividade é, neste caso e só neste caso, sinónimo de verdade.

A nuvem encobre o sol como o exoterismo o esoterismo. Se a nuvem passasse, teríamos de desviar a vista para não ficarmos cegos. Por isso o Rei regressará numa manhã de nevoeiro.

 
O REGRESSO 
 
Fernando Pessoa e Sampaio Bruno interpretaram o nevoeiro da manhã do regresso como o estado de extrema degradação mental que se foi progressivamente adensando, no país, a partir da derrota de Alcácer-Quibir, estado que precede e anuncia a vinda do Rei, em Bruno do “novo Cristo cujos milagres são argumentos”. Há, porém outra interpretação que não subordina o mito à história. É a de conceber o nevoeiro, já repassado de sol, como um caos cintilante, a forma que a alma expectante assume no momento em que imagina o surgir do sol levante.

Na definição que abre a Ética, Espinoza escreveu: “Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve a sua existência”. O que nos interessa nesta definição nuclear de toda a filosofia do filósofo português desterrado na Holanda não é a relação que ela possa ter com a prova ontológica da existência de Deus. O que nesta definição nos fascina é o facto de o definido, isto é, a substância que é causa de si mesma dever ser concebida em analogia com a luz. A luz é, com efeito, aquilo cuja essência é o aparecer. O que é próprio da essência do oculto é o aparecer. Não é o que se esconde, mas o que nos escondem e de que a primeira notícia em nós é a formação do “caos cintilante”.

Aqueles que, sempre que ouvem proferir a palavra oculto ou a palavra esotérico, sentem acordar em si ecos de um reino tenebroso deveriam libertar-se da própria treva que os não deixa ver. Veriam talvez então que o encoberto é o lugar da luz esplendorosa de que a luz sensível é véu sobre véu. Numa perfeita diafaneidade do nosso ser íntimo, o regresso pode ser vivido hic et nunc. Mas aí também o longe de nós se revelará. A demanda do Encoberto é sem fim.

Eis o que me ocorreu dizer em tão boa companhia como a vossa. Falei de pé, porque é de pé que se deve evocar o Rei. Sentado, só num cavalo branco e em Alcácer-Quibir."
António Telmo

(Publicado em Viagem a Granada, 2005)

Erguei-vos Portugal e que assim se realize o seu Destino!


Sentiste-me a surgir com o símbolo e com a espada que me celebrizaram. Eu sou aquele a quem chamaram de Santo Condestável.

Venho aqui, tal como em tempos, cheio do Mui Nobre Espírito Lusitano, aquele mesmo que fez com que derrotássemos as tropas Castelhanas e nos voltássemos para aquilo que nós éramos mesmo bons – a criatividade, o amor ao mar e a descoberta de novos valores e territórios

Mais tarde, depois de assegurarmos a sucessão da Coroa Portuguesa, o Mestre de Aviz e a sua Ínclita Geração, nomeadamente pela criação do conhecimento, da sabedoria e experimentação de novas formas de navegação, aquela que nos permitia guiar-nos pelas estrelas, Portugal acabou por iniciar todo um processo de dar novos mundos ao mundo a que se seguiram os espanhóis, mais tarde os ingleses, os franceses e todo um conjunto de pioneiro descobridores Europeus.

Mas foi Portugal enquanto povo, o pioneiro dos pioneiros e agora Portugal surge de novo com a missão de dar uma nova Alma ao Mundo, o que significa dar uma Alma de renovação, de abertura às energias cósmicas e de revelação da Essência Divina neste Planeta. Portugal está já a dar os primeiros passos nessa direção, espalhou-se e continua a espalhar pelo Mundo muito dos seus melhores talentos.

Esta nova epopeia, passará de novo pela redescoberta dos mares e da essência energética que o mar, através da sua vibração muito própria, representa para a transmutação e aumento vibratório do Planeta. O mar e a vida marinha ainda representa um grande mistério que o Homem precisa de descobrir por completo, não através da catalogação de novas formas de vida, mas através da energia de regeneração e expansão que o mar ainda encerra.

O papel de Portugal não se esgota com a sua integração no espaço Europeu que nunca foi nem será uno. Portugal integrando uma grande nova nação, que será a Ibéria, pode proporcionar o papel de revelação se essa for a escolha da sua Alma coletiva, e nós contamos com isso, esperamos que assim venha a ser.  

Agora já tendes consciência que o Quinto Império é o Império Espiritual, mas falta realizar-se através da sua própria revelação, naquela que será a Ascensão do Ser Humano, na sua plenitude vibratória Adâmica Primordial, que em tempos foi adulterada. Falta pois cumprir-se este desiderato, esta paixão Divina.

Assim, a partir daqui e do que foi a segunda parte da minha vida, toda ela votada à oração e contemplação da LUZ de DEUS, apelo que através do Raio da Vontade Divina promova uma verdadeira revolução Espiritual no seio da Alma Lusa. Daqui, deste ponto onde me encontro, a Hierarquia Espiritual Portuguesa, marcada fortemente pela Casa de Aviz e impulsionada pela Energia de Mariz, assim passará a sentir, a influenciar e a tocar o coração daqueles que verdadeiramente se sentem Portugueses, Lusos, pertencentes de alma e coração a esta canto da Ibéria, inundado pela energia Mariana de Lys Fátima.

Erguei-vos Portugal e que assim se realize o seu Destino!

Quanto a vós meus queridos mestres que me escutais e ledes, já estais a fazer o vosso papel para este propósito. Já estais a fazer o papel que muitos outros deverão também começar a fazer. Em breve mais corações serão tocados e apaixonados por aquilo que representa a Cruz de Cristo, a Cruz da Paixão de Cristo, a Cruz do Amor Incondicional Perfeito do Cristo Planetário e do Cristo Cósmico.

Que se cumpra Portugal!

Agradeço a vossa atenção e despeço-me até a uma próxima vez.


Canalização do Santo Condestável (São Nuno de Santa Maria) realizada pel’ (A Mónada) em 23 de Janeiro de 2014.

A LUSITANIDADE DO SER PORTUGUÊS - A MISSÃO EM MOVIMENTO


O gene Luso sempre se revelou nos momentos de maior aperto e aflição. Nunca a palavra crise teve um peso tão grande em outros povos, como tem no Português. Crise, de crisis, significa câmbio, mudança e, se quisermos, morte e renascimento como a mítica ave Fénix que, periodicamente, renasce das suas cinzas, revigorada, sempre mais forte e isto porque a evolução espiritual de um povo faz-se, não em círculo fechado mas em espiral.

Presentemente, o mundo e, no seio deste, Portugal, Portugal vive uma das épocas mais difíceis de toda a história conhecida, porque nos encontramos agora, precisamente, numa delicadíssima charneira a vários níveis e sobre vários aspetos ou, se preferirmos, em diferentes charneiras que se influem mutuamente. Assistimos, na verdade, ao fim de uma era em que os valores que a caraterizaram viraram estrume – que será o adubo da nova era nascente – e que tenta, tal moribundo leproso, sobreviver a qualquer preço, sem olhar a meios, sem escrúpulos, sem respeito pelas leis, pela justiça, pelo bem comum, pela natureza, pelo Homem, por Deus…! E emprega todos os meios ilícitos, amorais, degradantes e infra-humanos em impedir o advento da nova Idade do Mundo.

É nestes momentos de dissolução, diria mesmo, empregando um termo alquímico, de putrefação, que emerge, paulatinamente, o gene luso da genialidade, da coragem, da intrepidez, capaz de desbravar novos mundos, novos horizontes psíquicos, mentais e, sobretudo, espirituais. E essa emergência já se sente do lado de fora do pequeno retângulo ibérico. O germe da lusitanidade, estimulado pela saudade do que há de vir, é o motor que, do exterior, impulsionará muito em breve a Pátria/Mátria para o cumprimento da missão que a História lhe reclama. Mais uma vez, no início de um novo ciclo, com Portugal, o mito far-se-á história, marcada, desta vez, com o signo aquariano do quinto Império, transcendente e espiritual.

FERNANDO PESSOA exprime de forma magistral o sentimento de lusitanidade e o sentido de Império que corresponde, mítica e historicamente a Portugal, quando se diz:

«Os índios da Índia inglesa dizem que são índios, os da Índia portuguesa que são portugueses. Nisto que não provém de qualquer cálculo nosso, está a chave do nosso possível domínio futuro. Porque a essência do grande imperialismo é o converter os outros em nossa substância, o converter os outros em nós mesmos. Assim nos aumentamos, ao passo que o imperialismo de conquista só aumenta os nossos terrenos, e o de expansão o número de imperialismos da Besta da cabala e do Apocalipse.»

Um pequeno apontamento para referir que na sociedade portuguesa nasceu um movimento que atualmente dá pelo nome de Movimento Internacional Lusófono (MIL), após votação dos seus associados.

Esta forma de associação lusófona não deve restringir-se a Portugal e aos países de língua ou cultura portuguesa, mas a todos os países e povos onde um português(e temos de ter em conta que em todos os cantos do mundo existe, pelo menos, um luso), com a sua forma de estar e de ser, transmite a sua marca, a sua cultura e se mescla naturalmente no seio dessas comunidades. Vemos isso em alguns países (e só para citar alguns dos principais) como a Venezuela, Estados Unidos da América (com uma significativa e importante comunidade portuguesa), Canadá, França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, África do Sul… em que os portugueses, à semelhança dos seus antepassados, convivem com tão diferentes povos, aprendendo e extraindo deles o melhor que têm e rejeitando o que contraria a sua forma de ser. A esta marca que nasce connosco chamo Lusitanidade. E, dentro deste espírito, concordo em absoluto com D. Duarte de Bragança quando, por ocasião do dia da Restauração, saúda «o alargamento da CPLP, esperando que em breve Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua «fala», que está na origem do português moderno».

É este elemento – a Lusitanidade – que nos faz capaz de conviver e coexistir com qualquer povo, independentemente da língua – já que há fatores de união bem mais poderosos – e, por isso, somos um povo universalista que não se restringe a um espaço geográfico e abomina limitações. Somos um povo de pioneiros, de lutadores e, por que não, de sonhadores (não é o sonho que comanda a vida?) que segue o sonho de uma vida melhor e tudo faz para que ao seu redor todos comunguem do seu estado de ânimo. Somos um povo universalista enão nacionalista (se bem que utilizemos os nossos valores ou símbolos nacionais para daí tomar fôlego para uma missão, causa ou ideal, como queiramos chamar) e, sobretudo, somos um povo que não se deixa limitar a rótulos, pois o Português é livre de viver o seu sonho: a união de todos os povos, a paz e o amor universais, o tão apregoado Quinto Império pessoano. Para mim este é o estigma ab origine do ser português – a Lusitanidade -, que se fez Uno na Multiplicidade.

O MUNDO É A CASA DO PORTUGUÊS E O SEU LIMITE É O UNIVERSO.

Texto de Eduardo Amarante

Retirado do livro: «Portugal a Missão que falta  cumprir»

Autores: Eduardo Amarante & Rainer Daehnhardt

Fiquem na minha Paz

EU SOU A VOZ DO CORAÇÃO

EU SOU

MARLIZ

(desligar a música do BLOG antes de ver este vídeo)


O que se espera que seja a missão de Portugal


Olá  meus queridos concidadãos pátrios eu sou a Rainha Santa Isabel.

Venho aqui para vos dizer que se esperais que algo de revolucionário vá ocorrer em relação a evolução de Portugal, isso não se irá passar. O que está em causa, naquilo que se espera que seja a missão de Portugal no mundo, é que de Portugal surja um foco de evolução Espiritual e de  Ascensão Planetária para mostrar ao mundo os novos horizontes da expansão de consciência que a humanidade deverá de operar.

Esta sim deverá ser  a missão de Portugal.  Portugal  está na charneira da ligação entre o mundo mais  ocidental e o oriente. Portugal  em tempos idos sempre ficou mais focado no oriente, na expectativa de lucros mais fáceis, de dinheiro mais rapidamente obtenível e isso fez com que Portugal desvirtuasse a sua missão nos descobrimentos. 

Portugal  tornou-se numa potência colonizadora, sem ser a potência energética que pudesse dar sustentabilidade a muitas das colónias que fundou, que pura e simplesmente se serviu delas para usurpar, extrair, roubar, e isso fez com que Portugal tivesse que assumir esse mesmo Carma agora a par de outras potências europeias, que ainda fizeram pior, mas isso não interessa para aquilo a que se chama de Alma Lusa.

A Alma Lusa hoje está espalhada pelo mundo, a Alma Lusa é um espírito global,  e o que se espera é que a Alma Lusa, podendo ser desperta em primeiro lugar, possa  ajudar as restantes igualmente a despertar e a ascender.

Isso já está a acontecer pois é através da crise, através de uma perda contida e sofrida que muitas vezes as almas despertam para outras realidades mais importantes. Vós deveis estar preparados para isso, pois de um momento para o outro o processo vai se tornar desruptivo, vão começar a surgir mais pessoas, mais almas, cada vez com mais dúvidas, com mais questões, e vós tendes de estar preparados para isso. O momento é pois de consagrarem os vossos tempos para o estudo, para o trabalho de meditação, de contacto connosco, de depuração da vossa alma, de limpeza e de  cura.

Não me perguntais quando é que será exatamente esse momento de despertar coletivo, como vos disse no princípio não se trata de uma revolução, nem todos vão despertar ao mesmo tempo.  Só vos posso dizer que a “coisa” está já a começar a acontecer. É perfeitamente natural que durante o próximo ano o processo seja acelerado pois o desenvolvimento das condições  de vida dos portugueses será mais que evidente propício a isso, assim como dos portugueses que lá  fora, fora das fronteiras portuguesas, optaram por fazer as suas vidas, também a sua própria vida estará muito condicionada e vão evocar as suas raízes, e vão esperar que do solo pátrio saiam as mensagens de alento, saiam as mensagens de crescimento, saiam as mensagens que lhes irão permitir também despertar.

Aqui ficam pois estas palavras que não são só de esperança, são fundamentalmente de fé, pois é necessário assumir e trabalhar para que isto efetivamente possa acontecer de uma forma mais acelerada e o mais dispersante possível.

Verdadeiramente o que está em causa é a Ascensão do Planeta mas tal como em épocas passadas, a missão de Portugal é a de dar novos Mundos ao Mundo e estes novos Mundos são novos níveis de Consciência.  

Por isso meus queridos preparai-vos no vosso interior pois sois vós os catalisadores desta expansão coletiva consciencial. Sereis vós a quem nós iremos depositar, a confiança, a sabedoria, a experiência, as vivências que poderão  dar a sustentabilidade a todo este processo, pois todos os seres despertos em Portugal irão vibrar na mesma sintonia em que sentirem a sua própria Alma Lusa. E  eu, aqui estarei com as minhas Rosas de Sabedoria a  alimentar o processo.  

Eu saúdo-vos meus queridos deixando convosco algumas Pétalas dessa mesma sabedoria dentro do vosso Coração.

Adeus meus queridos até uma próxima vez.

(canalização da Rainha Santa Isabel pela A Mónada)