O Povo Luso

Os Lusos, povo com uma energia muito própria e milenar, poderão ter um papel muito importante na elevação das consciências do Planeta. Eles que em tempos já distantes, foram por mares nunca dantes navegados, os primeiros a mostrar novos mundos ao Mundo e a aceitar que a sua intuição os guiasse.

Agora, tal como então, os Lusos terão de aceitar o seu destino de povo destemido e corajoso, e libertarem-se do que os sufoca há séculos e que é o fatalismo miserabilista, o pessimismo crónico e a ideia errada de que sendo poucos, também pouca será a vossa contribuição.

Tomai consciência das vossas múltiplas dimensões e não temais.

A vossa epopeia é agora para o interior de cada Ser deste Planeta, tal como em tempos foi para oriente. Reparai como deste então vos ficou enraizada a vossa missão de outrora, que mesmo agora quando alguém se perde no seu rumo vós continuais a dizer que “está desorientado”, que é o mesmo que dizer “perdeu o oriente”. Será que estais dispostos a aceitar o desafio e mudar de tal forma que quando observardes que alguém que se afasta de Pai/Mãe, do seu interior e da LUZ, vós ireis a dizer que “está desinteriorizado” ou simplesmente “desligado da sua Luz”?

Então de que estais à espera?

Já reparastes no Ser Sublime de Luz que és?

Quando começares a saber que tudo é possível e que o Universo está a conspirar de maneira incansável para te ajudar e que afinal és o dono e senhor do teu destino. Então, a tua vida poderá sofrer alterações tão fantásticas que dariam um filme cheio de efeitos especiais.

Agora pensemos por uns momentos...

E se tivesses o poder ilimitado e infinito?
E se tivesses o poder absoluto sobre tudo?
E se a eternidade fosse um mar de aventuras, de descobertas de novos amigos, de sentimentos, de conhecimentos, de amor e abundância?

E se mesmo assim, neste contexto magnífico e deslumbrante, num imenso campo de inúmeras possibilidades, se caísses e te magoasses a ponto de sentires dor... dor imensa...

Faria algum sentido odiares-te, desistires de viver os teus sonhos e desejos? Irias esquecer-te do teu poder ilimitado e infinito?

Assim é a Alma Lusa. Assim, és tu.

Vamos acorda. De que estais á espera Lusos de magníficos descobridores. Embarcai agora na viagem ao interior da vossa humanidade para que possais iluminar a Humanidade inteira.

Este é o vosso desígnio. Esta é a vossa nova epopeia.

Ide e descubram o AMOR. Naveguem no oceano imenso de AMOR Divino que a todos nos Une e dêem testemunho dos vossos novos descobrimentos ao Mundo inteiro. Assim, se erguerá o novo homem e a nova GAIA.

Fiquem bem...

(A Mónada)

Miradouro de Santa Luzia

Contemplo a vastidão
Do destino do Tejo
Perco a alma o coração
Naquilo que vejo e não vejo.

O pensamento embarca na nau do desejo
No céu longínquo há um ser que voa
Para o horizonte e eu vejo e não vejo
É a alma da cidade é a alma de Lisboa.


Liberdade ou Soneto de um ser oprimido

Há uma folha que cai
E é levada pelos lamentos do vento
Há um ser que vem um ser que vai
Um ser que se fragmenta a cada momento

Há uma flor que brota
Sob o refulgente luar da noite mais obscura
Há um ser que parte e nunca mais volta
Partiu em busca da sua liberdade (ai essa infinda procura)

E eu vejo nas margens do Tejo
Uma alma insurgente disposta a navegar
Nos iníquos mares do martírio atrás do seu imenso desejo
De viver sem o coração silenciar

Adiante dei por mim a devanear no exílio da solidão
(Eu fui o ser que embarcou na nau da esperança em busca do coração)

Poemas de Diogo da Costa Ferreira  do livro «Lisboa Insurgente / Uma viagem pela História e pela Alma»


Fiquem na minha Paz

EU SOU A VOZ DO CORAÇÂO

EU SOU

MARLIZ

HINO AO ENCOBERTO


Tu, o Encoberto
Que vens pelo Tejo do Espírito
Através do nevoeiro de mim
Até às margens imaculadas da Consciência

Tu, o Perfeito
Eterno adolescente livre de toda a dualidade
Cujo corpo se esbate
Sobre o Continente Negro, a deusa suprema

Mais poderoso morto que vivo
Mais livre eterno que morto
Vivendo em cada Coração
Habitado pelo Espírito Santo

Tu o profeta do Livre Espírito
Imperador e sacerdote do Quinto Império
Mestre dos Mistérios
Que rasgas o véu da ignorância

Tu, cujo o Lugar é ausência de lugar
Cuja sabedoria dispensa palavras
Mas cujo Amor enche a poesia
Que revelas ao apagar-te

Tu que desdenhas as cortes reais
Bem como os povos enfeudados
Que amas o homem livre
Que celebras a mulher livre

Que encaras o derradeiro Império
Instaurado em cada ser liberto
Que aceitas não ter rosto
Nem máscara, acéfalo

Tu o Rei secreto
Que conheces a Sabedoria
Que permaneces na Graça
Profeta divino da Luz das luzes

Tu que o Fulgor celeste
Revestiu de Glória
Tu és Rei dos mundos exteriores
Monarca dos mundos interiores

A Tua Palavra silenciosa
É ouvida nos corações livres
É teu o grande espelho do Universo
Tu lês nas almas e nos corações
Para melhor revelar o Espírito Livre

Tu, já vindo
Ulisses de regresso a Ítaca
Navegando até ao Tejo
Rio cardíaco
Rio central
No qual se lança
A extensão oceânica

Tu que voltas 
Do Grande Nada
Na multiplicidade das almas
Rei do UM

 DO LIVRO «HINÁRIO AO REI ENCOBERTO» DE «RÉMI BOYER»
  
Fiquem na minha Paz

EU SOU A VOZ DO CORAÇÃO

EU SOU

MARLIZ  

Os Guardiões do Templo


A ESTRATÉGIA; Um Enigma...

O exército real inclui sempre uma ala Templária.
É constituída por cinco Mestres e vinte e um cavaleiros.
Dispõem-se em linha, em três grupos de seis, designando o sétimo de cada grupo como observador.
O Mestre que se encontra mais perto da extrema do exército, assume o comando.
Tomam posições de combate ao meio-dia.
Mestre Arnaldo, ao lado dos outros Mestres, faz investir os cavaleiros uma vez.
Mestre Ernesto adianta-se um passo aos companheiros e provoca uma dupla investida.
Mestre Ismael avança dois passos e faz investir a ala três vezes.
Mestre Orlando dá três passos em frente e ordena aos cavaleiros que invistam quatro vezes.
E finalmente, Mestre Urbano adianta-se quatro passos em relação aos outros Mestres e faz os seus cavaleiros investirem por cinco vezes.
Mantêm-se estáticos os observadores.
Em função desta estratégia, organiza-se o exército e trava-se a batalha.
Dura a peleja até à meia-noite.
Para poder voltar a ver a luz do dia, precisam reverter toda a estratégia.
E todo o exército se reorganiza.

DRAMAS ÉPICOS...

"As gerações vindouras nunca poderão imaginar a agonia deste povo. O drama de ver extinguir-se a cultura ancestral, a harmonia de viver, sob o peso esmagador, cruel, brutal, da pata do invasor.
Oh filhos da Luz, de esplendor sem igual! Fostes paladinos da bondade e da justiça.  Heis-vos agora subjugados, atirados à servidão!
Querem apagar a vossa memória mas enquanto um só de nós respirar, nunca sereis esquecidos."

As ervas daninhas cresceram por todo o lado. Taparam tudo. Mas as árvores continuaram de pé!
É nosso dever limpar de novo a clareira sagrada. Recuperar o Templo. Só assim seremos dignos de ser Templários.